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Escrito por psilveira às 09h39
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CAPÍTULO 119 - TURMA DA MÔNICA II

ANINHA - Menina simpática, meio ciumentinha, namorada do Titi. E a coisa parece séria. Faz tempo que são vistos juntos... Mas como ainda são jovenzinhos, acontecem algumas outras paqueras no intervalo dos encontros dos dois. Principalmente pelo lado do Titi.

TITIÉ um dos mais velhos da turma. Está sempre em crise, pois é jovem demais para algumas coisas e velho demais para outras. Tem uma namorada chamada Aninha.

HUMBERTOHumberto, amiguinho da criançada da Turma da Mônica, não fala. Só murmura "hum-hum"... uns acham que ele é mudinho. Outros, que economiza a voz. Mas enquanto isso, vai aprontando alguma confusão. Jamais conseguiu ganhar duas coisas quando perguntado. Só fica com uma.

JEREMIAS Um dos velhos amigos da Turma. E um dos mais antigos personagens de Mauricio. Jeremias, com seu eterno bonezinho, brinca, briga e às vezes corre da Mônica. Como todo mundo da rua.

MARINAPersonagem recente, criado pelo Mauricio, retrata a Marina de verdade, filha do artista. Com seus longos cabelos ondulados, inteligência brilhante e gosto pelo desenho, não podia ficar de fora da galeria de personagens baseados em filhos reais de Mauricio de Sousa. A dúvida era se ela entraria com seu temperamento forte, de liderança, ou com alguma modificação, para não ficar tão próxima do gênio da Mônica. Daí foi resolvido que ela seria a filha do Mauricio, mesmo. Pintando e desenhando junto à Turma.

NIMBUSPersonagem criado recentemente por Mauricio, baseado no seu filho Mauro. E as características do Nimbus nasceram da real curiosidade que o Mauro tem por tudo que se refira ao tempo, condições meteorológicas, clima, etc... Nas histórias em quadrinhos, Nimbus é irmão do Do Contra, e se mudaram para a cidade da Mônica há pouco tempo. Nimbus também é muito querido pelas menininhas do bairro.

LOUCO Consta que mora num asilo próximo da casa do Cebolinha. Por isso vive atazanando o menino. Mas no fundo, no fundo, só provoca situações absurdas, loucas, sem má intenção nenhuma. O Louco é um produto exclusivo de Mauricio Napoleão de Sousa. E viva a República! Abaixo os gigantes, tenho dito. E Paulo, e Pedro ....

BUGUCachorrinho esquisito que vive infernizando a vida do Bidu. Surge não se sabe de onde e tenta "roubar a cena" do personagem principal. Com tapeações e imitações, quer "aparecer" mais que o Bidu. Mas apronta tanto que no final é "despachado" pelo titular da história com um chute no traseiro, quando ainda tem tempo de gritar "adeus mamãe"!

MANFREDROÉ o faz tudo nas histórias do Bidu: contra-regra, secretário, assistente, produtor... enfim, o que for preciso. Sempre com seu boné na cabeça e sua pranchetinha na mão, organiza a bagunça toda. O Bidu costuma dizer que ele é seu anjo da guarda, mas o Manfredo acha que anjo não merece sofrer tanto.

DO CONTRAPersonagem criado em 1994, baseado no filho caçula do Mauricio de Souza.  E o nome vem da característica principal do caçulinha: se vê alguém fazendo alguma coisa da mesma maneira, sempre, ele quer experimentar fazer de outro modo. Pra ver como é que fica. Nas histórias em quadrinhos, Mauricio exagera um pouco e faz o Do Contra tentar ser o contrário em qualquer situação. O Do Contra se mudou há pouco para o bairro da Mônica e tem um irmão - o Nimbus - que participa das aventuras, também.

PELEZINHO - De conversas entre Pelé e Mauricio de Sousa nasceu o personagem Pelezinho, baseado no menino Edson Arantes do Nascimento. Todos os outros personagens da turma do Pelezinho também nasceram de sugestões ou reminiscências do craque. Pelezinho foi criado em 1976 para publicação em tiras diárias nos jornais. Vieram também produtos de merchandising e em 77 a revista Pelezinho, lançada pela Editora Abril. Circulou até 1982.

CAPITÃO FEIO - É o maior vilão das histórias do Mauricio. Vive querendo poluir o mundo. Vive nos esgotos e subterrâneos ao lado de fiéis seguidores (criaturinhas de lixo). Tem levado a pior nos seus planos de sujar o mundo. Sempre termina perdendo as batalhas para a Turma da Mônica.  Mas não desiste (coitado).

DUQUE - Cãozinho amigo do Bidu. Normalzinho (ao contrário do Bugu). Ouve, dá conselhos e, como bom cachorro, é um amigão fiel nos bons e maus momentos das histórias. Quando muito, quando passa uma bela cachorrinha, tenta passar o Bidu pra trás.

SEU JUCA - Seu Juca está sempre tentando trabalhar em paz. já fez de tudo e trabalhou em muitas coisas. Mas coitado do Seu juca, sempre entra numa fria quando a Turma da Mônica está por perto. Todos gostam dele e querem ajudá-lo, mas isso nunca dá certo e ele sempre acaba se dando mal. Por isso ele quer ver a turma da Mônica o mais longe possível, só que a turminha não sabe disso e apronta com ele... sem querer, é claro.

ZÉ LUIZ - É o mais velho da Turma.

TIA NENA - Quem é que não tem uma tia que adora cozinhar e faz maravilhas na cozinha? Pois a Tia Nena é exatamente assim. E vocês sabem quem é a sortuda da sobrinha dela? A Magali. E a Tia Nena fica toda prosa quando a Magali come todas as delícias que ela prepara. Bem...mesmo que não fossem tão deliciosas assim, a Magali não se importaria. Tia Nena é a tia que caiu do céu, direto para o fogão.



 

 



 

 

CAPÍTULO 118 - TURMA DA MÔNICA

MÔNICA - É o personagem mais conhecido de Mauricio de Sousa. Representa uma menina forte, decidida, que não leva desaforo pra casa mas, ao mesmo tempo, tem momentos de feminilidade e poesia.Mora com os pais, tem um cãozinho chamado Monicão e vive pra baixo e pra cima agarrada a um coelho de pelúcia. E este coelho, que ela trata com todo o carinho, também serve de "arma" contra os meninos. Principalmente o Cebolinha e o Cascão, que não param de "aprontar" com ela. Dai levam cada coelhada que vou te contar. Foi criada em 1963, baseada na filhinha do Mauricio, com o mesmo nome. No início, saía nas tiras do Cebolinha, nos jornais. Depois começou a "roubar a cena" e ganhou sua revista própria em 1970. Desde essa época, é uma das revistas que mais se vendem no país. Hoje, além dos quadrinhos - onde aparece na história como líder imbatível e dona absoluta da rua - Mônica é estrela de cinema, teatro, tem vários produtos que levam seu nome, faz campanhas educativas e comerciais de tevê. Estrela mais versátil, impossível.

MÔNICÃO - Este cachorrinho baixinho, gorducho e dentuço não é a cara da dona ? Quem é a dona ?! A Mônica, claro ! O Monicão foi um presente do Cebolinha e do Cascão para a Mônica. Bem, a intenção deles era fazer uma gozação com a cara dela, mas não deu muito certo porque a Mônica e o Monicão se dão superbem e "ai" de quem mexer com eles.

CEBOLINHA - Um garoto de cabelos espetados que, quando falava, trocava o “R” pelo “L”, existiu mesmo, fazia parte de uma turma de garotos, lá de Mogi das Cruzes, e acabou emprestando suas características para o Cebolinha, personagem criado em 1960 por Mauricio de Sousa. Ele já foi mais gordinho, mais crescidinho e até mais cabeludo, mas sempre com o mesmo jeito “englaçado” de falar. Parceiro de aventuras - ou seria melhor dizer “vítima”? - da Mônica, a quem vive tentando derrotar com seus “planos infalíveis”, Cebolinha teve a sua revista lançada em 1973 e nas horas vagas também é astro de tevê, cinema e teatro.

FLOQUINHO - Floquinho é o misterioso animal de estimação do Cebolinha. Com uma pelagem super-original, espalha a dúvida por onde passa: Está indo ou andando de costas? De que lado é o focinho? É um cachorro, mesmo?

CASCÃO - Nasceu em 1961, baseado nas recordações de infância do próprio Mauricio. Ele conta que, no início, teve receio da reação do público para com este personagem com uma certa “mania de sujeira”. A aceitação, entretanto, foi imediata e a popularidade cresceu tanto que desde agosto de 1982, Cascão tem sua própria revista.

CHOVINISTA - É o porquinho do Cascão... quero dizer, é o bichinho de estimação do Cascão. Divertido, esperto e carinhoso, nunca deixa seu dono na mão. Às vezes até salva o Cascão de algum apuro, como um banho acidental ou uma situação que tenha água no meio. Mas ao contrário de seu dono, Chovinista não se importa muito em tomar banho, o que deixa o Cascão decepcionado de vez em quando.

CASCUDA - É a namorada do Cascão. É meio sujinha, mas de vez em quando toma banho. Para desencanto do namorado.

MAGALI - É outro personagem baseado em pessoa real. A Magali real é filha do Mauricio e a Magali personagem é uma das criações mais simpáticas e conhecidas da turma. A de verdade comia uma melancia inteira em criança. Daí o personagem seguir seus hábitos. Mas apesar desse apetite todo, Magali continua elegante e feminina. É a única que não vive brigando com a Mônica. Tem um gato, o Mingau, e vive com os pais.

QUINZINHO É um portuguezinho, filho do padeiro do bairro. Apaixonado pela Magali, ele faz de tudo para conquistar seu coração. Faz de tudo mesmo: pãozinho de queijo, sonho, brigadeiro, baguete, bolo, torta e muito, mas muito mais mesmo.

MINGAU - O gatinho da Magali é uma graça. Mimoso como a dona. Embora não tenha o mesmo apetite. Inteligente, esperto, participa ativamente da vida da casa, da família, com sua graça e elegância. Todos o adoram. Menos o pai da Magali, coitado. Pudera: ele tem alergia a pêlos de gato. Nas histórias em quadrinhos, o Mingau se comporta exatamente como um bichano doméstico. Daí seu encanto.

MARIA CEBOLINHA - Bebezinho, irmã do Cebolinha. Inspirada na filha mais velha de Mauricio; Mariangela.

SANSÃO - Coelhinho de pelúcia azul, inanimado, é o bichinho de estimação da Mônica. Criado em 1963, sua primeira aparição foi junto com sua dona, na tira do Cebolinha (nº 18) do jornal "Folha de São Paulo". Ao criar o Sansão, Mauricio inspirou-se no verdadeiro coelho de pano, que a própria Mônica, sua filha, arrastava pela casa quando tinha 2 anos. Na realidade, era amarelo, recheado de palha, grandão e pesado. Dele não sobrou quase nada. O segundo Sansão veio quando Mônica, aos 7 anos, apresentou-se com seu pai - Mauricio de Sousa - num programa de TV, e foi presenteada com um coelho de pelúcia azul, que ela guarda até hoje. No início, o Sansão dos quadrinhos não tinha nome, o qual foi escolhido em 1983, através da sugestão de uma menina de 2 anos, chamada Roberta Carpi, de Ribeirão Preto. A primeira história em que o Sansão apareceu com seu nome definitivo foi intitulada "Tum Dum Tum Dum Tum Dum", na revista "Mônica" nº 161, em setembro de 1983.

ANJINHO - O Anjinho das historinhas da Mônica é um anjo de verdade, que desceu das nuvens para se misturar com as crianças e protegê-las de algum acidente, se possível. Seu maior problema é quando a turma de moleques apronta com a Mônica.  Daí não consegue evitar as coelhadas que Mônica distribui a torto e direito nos meninos. Às vezes sobra até para ele. Volta e meia tem que dar uma subidinha para "receber ordens". Mas volta correndinho para continuar brincando de moleque com a Turma.

BIDU - Cãozinho de estimação do Franjinha.  Acompanha as aventuras da Turminha como um cãozinho fiel. Mas de vez em quando tem suas próprias histórias, onde fala com objetos e outros animais. "Nasceu" em 1959, juntamente com o Franjinha, nas páginas da Folha de São Paulo. E como foi o primeiro personagem de sucesso do Mauricio, até hoje é o símbolo da Mauricio de Sousa Produções. Como vemos, o Mauricio também se mantém fiel a ele.

FRANJINHA - Franjinha é um menino inteligente e curioso, sempre envolvido com pesquisas e invenções. Tem mais de dez anos, vai à escola e é um amigão da turma toda. Mas às vezes, com a mania de tentar ajudar o Cebolinha ou o Cascão contra a Mônica, inventa coisas incríveis e que nem sempre dão certo. Daí até ele leva coelhadas. Tem seu "laboratório" num galpãozinho no fundo do quintal. Nas histórias em quadrinhos do Mauricio, foi o primeiro personagem criado comercialmente, ao lado do seu cãozinho Bidu. Suas aventuras foram lançadas em tiras no Jornal Folha de São Paulo a partir de 1959. E nas tiras do Bidu e Franjinha nasceu, tempos depois, o Cebolinha. Que, em seguida, ganhou sua própria série.


 



Escrito por psilveira às 09h22
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CAPÍTULO 117 - PROFISSÕES CURIOSAS

1>>> Caçadores de fantasmas
Essa era a função dos psicopompos na Grécia, também chamados de condutores de almas. Espantavam fantasmas que atacavam seus clientes e os orientavam ao repouso eterno. Durante a luta de dois gladiadores, o psicopompo representava a figura do deus Hermes. Vestido de preto, ele carregava um caduceu de bronze, o bastão com duas serpentes que simbolizava o deus. Sua função era demonstrar que as almas que conduzia estavam realmente mortas. Quando um lutador caía, o condutor de almas queimava o infeliz com seu caduceu em brasas para se certificar de que havia passado desta para uma melhor.

2>>>Papagaio de aristocrata
As figuras mais importantes de Roma contavam com um escravo que tinha a função exclusiva de permanecer ao lado de seu senhor para lembrá-lo dos nomes das pessoas com as quais se encontrava nas ruas ou eventos. Alguns senadores chegavam a ter dois desses nomenclatores de uma vez.

3>>>Calçadora de sapatos
A sandaligerula tinha uma função cobiçada entre os escravos pelo esforço diminuto. Na Grécia e na Roma antiga, as senhoras de respeito carregavam suas sandaligerulas a festas e jantares. A escrava tirava os sapatos que a ama usara na rua e os substituía por sapatilhas de festa. Tirar os próprios sapatos era uma tarefa tão humilhante que até o convidado mais pobre levava com ele uma sandaligerula.

4>>>Gladiatrix 
Os senadores romanos viviam aprovando leis que proibiam mulheres na arena - e elas viviam desobedecendo-as. As coisas mudaram sob o imperador Nero, que patrocinou jogos com a presença de mulheres em 55 e 63 d.C. O imperador Domiciano também ousou, realizando eventos em que mulheres lutavam à luz de tochas. "Como nos shows de rock, o fim da noite era reservado às estrelas", conta.

5>>> Depiladores de axila
No século 2 d.C., quase todas as cidades do Império Romano tinham sofisticados banhos públicos, onde homens e mulheres removiam os pêlos do corpo, sendo que as axilas recebiam uma atenção especial. Os instrumentos de trabalho do depilador: pinças, lâminas em forma de foice ou piche e cera de abelhas no lugar da navalha. Os especialistas também usavam gordura de asno, pó de víboras, bile de cabra e sangue de morcego para torturar, ou melhor, depilar os clientes.

6>>>Fornecedor de feras
No circo e no anfiteatro, as feras sempre foram parte da diversão dos romanos. Em 186 a.C., no Circo Máximo, leões e panteras eram exibidos entre as corridas de carros - sem divisória entre os espectadores e os grandes felinos. O fornecimento dos animais era garantido pelo "praepositus camelorum", que arrebanhava e transportava os animais para a arena. Ele administrava o trabalho de centenas de operários encarregados de localizar e capturar milhares de animais. Uma porcentagem aceitável dessas criaturas, de crocodilos a camelos, devia se manter viva durante a viagem marítima.

7>>>Registrador de maldições
Se você vivesse na Antiguidade e estivesse preocupado com concorrentes ou inimigos, bastaria visitar um registrador de maldições. O registrador escrevia, em uma tábua, uma praga de acordo com as especificações fornecidas pelo cliente. Ou oferecia uma de suas genéricas. Para funcionar, a maldição devia ser feita em um templo dedicado à divindade do submundo adequada e a tábua pregada às paredes ou altar. Muitas delas foram encontradas por arqueólogos em antigos santuários, da Inglaterra a Cartago.

8>>>Organizador de orgias
Nada de bagunça e sexo livre: as orgias eram meticulosamente planejadas por figuras religiosas. A palavra "orgia" significava originalmente ritos secretos ou mistérios. No cardápio, danças desinibidas, alto consumo de vinho e, claro, o contato sexual. Os gregos criaram os mistérios dionisíacos, mais tarde incorporados pelos romanos, que os chamavam de bacanais. As bacantes se entregavam à exaltação, que geralmente escapava ao controle. Sucesso total para o organizador, desdenhado pelos que não tinham sido convidados.

9>>>Animador de funeral
Em Roma, trupes de mímicos eram contratadas para animar os funerais. O papel do morto era representado pelo "archimimus", chefe da equipe. O mímico devia personificar o morto, provavelmente para aplacar os espíritos dos ancestrais ou levantar o astral do funeral. Ele usava suas roupas, uma máscara mortuária do falecido e as insígnias de seu ofício. À medida que o cortejo com o cadáver se deslocava da casa até a pira funerária, o animador de funerais era cercado por outros mímicos, que faziam palhaçadas pelo caminho.

10>>>Comandante de elefantes de guerra
Gregos, romanos e seus inimigos lutaram com elefantes. O animal, conduzido por um comandante, usava uma couraça peitoral, pontas de metal nas presas e coberturas de cabeça e transportava um condutor e três arqueiros. Muitos cavaleiros fugiam diante da visão dos paquidermes. Os elefantes podiam ser usados como escudos, como alas de ataque à infantaria ou à cavalaria inimiga, como destruidores de acampamentos e em cercos. O general macedônio Seleuco certa vez formou uma parede de 480 elefantes como defesa. Já os cartagineses atacavam acampamentos romanos com os animais, deixando que esmagassem o que vissem pela frente.

 

 



Escrito por psilveira às 18h22
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CAPÍTULO 116 - AS 10 PROFISSÕES MAIS PERIGOSAS

10 - Policial em Bagdad: Ser policial na capital iraquiana é a mesma coisa que andar com um aviso: “Ei, ei, olha eu aqui, por favor explodam algo do meu lado” Já não deveria ser mais notícia a explosão de carros/homens-bomba próximos a policiais/recrutas e similares no Iraque.

09 - Porta-voz da administração George W. Bush: Cá entre nós, nada pode ser tão insalubre como justificar o injustificável, ter um chefe alienado e um vice-chefe que gosta de atirar nos amigos. Para piorar os dois podem perder o emprego e você ter que explicar porque razão aceitou um emprego destes.

08 - Líder da situação do governo Lula: Imagine você ter na base do partido pessoas com perfis, e índoles, tão díspares como José Eduardo Cardoso e Paulo Maluf… Imagino que conciliar interesses da base governista seja o mesmo que fabricar armas nucleares no Paquistão — Você acha que está fazendo um bem, que existe um pós vida que te compensará, mas até lá você vai morrendo lentamente por envenenamento — só que eu acho que Plutônio deve ter um sabor melhor do que os acordos do governo.

07 - Meteorologista: Profissão mais ingrata que perigosa. Você é capaz de dizer com grande nível de certeza como será o clima daqui a 20 milhões de anos, mas é só dizer que não vai chover em São Paulo e cair uma garoa que você vira motivo de chacotas, chistes e piadas. Para piorar, se você é do sexo masculino, ainda tem que ouvir que sua profissão é de garota do tempo ou, pior, ter que aguentar a mesma piada vezes e vezes sem poder revidar…

06 - Tradutor do Corão: Traduzir o Corão é crime religioso. Imagine o cara que (quase) traduziu o Corão para o inglês. Adicione mais pimenta nesta situação: ele tem que morar nos EE.UU. e ser cidadão americano. Divertido? Duas sentenças de morte, uma por execução sumária e outra por prosão perpétua e vigilância mesmo em liberdade. Uma delas sempre ganha.

05 - Atendente do McDonald’s: Viva Alexandre Herchovitch! Ele fez algo que se imaginava impossível, piorar a auto-estima de uma atendente do McDonald’s. Imagine-se no lugar dela passando o dia todo atendendo pessoas mal-humoradas, alguns mal-educados, uma série de frustrados (que prefeririam estar no Burger King) e uns malas que se acham engraçados (o meu caso). Imagine que você tenha que fazer isto com um sorriso no rosto e ainda por cima ter que respirar fundo quando te perguntam o que você acha do “uniforme” novo… Sério, o índice de suicídio entre funcionários do McDonald’s deve ter aumentado muito nos últimos meses…

04 - Coroinha: Antigamente ser coroinha era um passo para se trilhar o caminho de Deus, hoje em dia é pedir para ser motivo de piada na escola. Vamos lá, qualquer criança de 6 anos leu no Boston Globe sobre as acusações de “abusos” cometidos pelos clérigos da cidade do chá… É mais fácil se dizer ateu e pular esta parte da sua infância.

03 - Estagiário : Precisa comentar? Caso não esteja claro é só perguntar ao pessoal que faz estágio na Simples o que eles acham desta fase da vida .Pena que na Casa Branca ser estagiária possa ter uma conotação parecida com a de coroinha, a única diferença é que você pode guardar o vestido. (O que é proibido na “profissâo” anterior)

02 - Polonês: Sim, isto mesmo! Os poloneses deveriam receber salário por serem … poloneses!! Imagine você acordar de manhã e olhar para o Leste e ver um enorme Urso, imagine que você se vire para o Oeste e veja outro enorme Urso. Ok, ambos os ursos estão dóceis nos últimos anos, mas toda vez que um deles precisa de um pouco mais de espaço, lá vai você arrumar espaço vital na SUA casa para acomodá-lo… Isto quando não são os dois que resolvem, ao mesmo tempo, vir fazer uma “visita social” e tudo que te resta é um pequeno e instável corredor, que dá para uma pista de patinação no gelo.

01 - Técnico do Fluminense: Que me desculpe o amigo Vicente Tardin, mas o índice de mortalidade dos treinadores do Fluminense bate qualquer outro do planeta — Foram 7 no último ano e olha que nem conto os interinos duas vezes!! Parece que além do diploma de técnico de futebol os candidados a vaga, atualmente em aberto, devem enviar um atestado de sanidade mental. Só serão aceitos aqueles com fortíssimas tendências suicidas!

 

 

 

Bônus pack:

Comissários de vôo: Além de serem vistos como um misto de “garçons” com equilibristas, ainda tem que aguentar perguntas impertinentes sobre quanto tempo mais ficaremos circundando Araraquara. Para deixar o cenário ainda mais triste é só você se imaginar chegando em casa, cansado, depois de 10 horas de trabalho e seu conjuge, assistindo matéria especial sobre o CAOS AÉREO, te perguntar como foi o seu dia… Sim, sim, assassinato neste caso tem o atenuante de forte emoção!

Suporte Microsoft: Imagine você ter que cumprir uma meta, hipoteticamente digamos umas 60 ligações por dia, ter que fechar uns 90% dos casos atendidos e trabalhar no suporte Microsoft… É duro. Menos pela Microsoft ou pela qualidade de seus produtos, dado que os bugs são sempre muitíssimo bem documentados, mas muito mais pelo nível (ou falta de) dos usuários que te ligam. Pior que isto é quando o fulano liga e você, seguindo um maldito script, pergunta o nome dele e ouve como resposta:”Meu nome é DR. Anastácio Santos” . Catzo, um cara que não sabe diferenciar pronome de tratamento de NOME, não deveria nem ligar para o suporte, liga logo pro psicólogo! Mas nada não é ruim que não possa ficar mais trágico: “Ouça bem, eu sou adEvogado e vou processar a Microsoft!”. Neste momento você respira fundo, pensa (A Microsoft tem 40 bilhões de doletas em caixa, este adEvogado tem bastante tempo e poucos neurônios e eu ganho 600 reais, será que ele percebeu que eu não me importo?) E, polidamente, faz a linha cair… Ah, os pequenos prazeres de uma profissão insalubre.

 



Escrito por psilveira às 16h27
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CAPÍTULO 115 - COMO SURGIU O DIA DO TRABALHO

O dia 1º de maio não é um dia qualquer, trata-se do dia do trabalho. Poucas pessoas conhecem os verdadeiros fatores que impulsionaram a existência dessa data, elas estão mesmo interessadas no feriado que ela sugere no calendário.

A história desse dia tem seus fundamentos no ano de 1886, mais precisamente nos Estados Unidos. Nessa época, começaram a ser organizados movimentos de protestos, onde os trabalhadores reivindicavam os seus direitos. O principal motivo era diminuir a carga horária de trabalho, que deixaria de ser 13 horas para se tornar apenas 8.

Essa grave foi tão intensa que paralisou todo o sistema de produção americano, os funcionários hesitavam trabalhar a medida que suas reivindicações não era atendidas. Outras nações organizaram esse tipo de manifesto, mas foi somente em 1919 que o dia 1º de maio foi oficialmente proclamado como feriado.



Escrito por psilveira às 15h18
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CAPÍTULO 114 - DESCOBRIMENTO DO BRASIL

Dia 22 de abril de 1500. Quase no fim da tarde, a agitação tomou conta dos marujos da esquadra de Cabral. A excitação era explicável: depois de 43 dias navegando no assustador mar-oceano, eles finalmente tinham avistado uma porção de algas-marinhas boiando na superfície da água – sinal certo de terra próxima. Composta por 13 embarcações, a esquadra era a maior expedição marítima que já saíra de Portugal até aquela data. A tripulação de 1.500 homens correspondia a 3% da população de Lisboa no período, cerca de 50 mil habitantes. 

* O monte Pascoal 
- No dia 21 de abril, os marinheiros viram no mar algas marinhas boiando e isso normalmente significa proximidade da terra. 
A noite e o dia seguinte alternaram momentos de esperança e de decepção, até que o vôo raso de algumas aves marinhas reafirmou a existência de terras nas proximidades. No entardecer do dia 22, veio a melhor surpresa: ao longe, os marinheiros avistaram um monte alto e arredondado e o batizaram de monte Pascoal. Toda essa expectativa e a permanência dos portugueses na região são descritas na Carta de Pero Vaz de Caminha, o escrivão da esquadra. Com detalhes saborosos, Caminha revela os primeiros dez dias dos portugueses em terras brasileiras, emociona-se com a beleza exuberante do lugar e a ingenuidade de seus habitantes – que, em terra, espreitavam curiosos a aproximação das naus e caravelas. 

* Uma estada rápida 
- O desembarque na nova terra foi em 23 de abril, uma quinta-feira. Os portugueses aguardaram o nascer do dia para evitar que os navios encalhassem na areia e para achar um local a salvo dos ventos fortes. De manhã, Nicolau Coelho, um navegador de muita experiência, foi com um bote até a praia, onde fez o primeiro contato com 18 nativos da tribo dos tupiniquins. No dia seguinte, a esquadra levantou âncora à procura de um porto melhor, que foi encontrado 70 km mais ao norte, na atual baía Cabrália, em Porto Seguro.
No dia 25 de abril, registrou-se um novo contato: junto com Pero Vaz de Caminha, os navegadores Bartolomeu Dias e Nicolau Coelho desembarcaram na praia e trocaram presentes com os indígenas.
No domingo, 26 de abril, o capelão-mor da esquadra, frei Henrique de Coimbra, celebrou a primeira missa em terra, num local hoje conhecido como Coroa Vermelha. Alguns indígenas, mais curiosos, participaram da cerimônia. 

* As boas novas 
- Em 27 de abril, Diogo Dias (um dos capitães da esquadra) e dois tripulantes visitaram uma aldeia tupiniquim, mas os indígenas não permitiram que lá pernoitassem.
Na terça-feira, 28 de abril, os portugueses cortaram lenha, lavaram suas roupas e construíram uma grande cruz. Na quarta-feira, 29 de abril, a tripulação se encarregou de esvaziar o navio que voltaria a Portugal com as notícias da descoberta.
Em 30 de abril, desembarcaram Pedro Álvares Cabral e seus capitães. Foram recepcionados por cerca de 400 tupiniquins. Na sexta-feira, 1º de maio, a tripulação deixou o navio e acompanhou o erguimento da cruz em procissão. Em 2 de maio, a esquadra levantou âncoras com destino a Calicute, nas Índias. 

* Diário da viagem 
- Semana após semana, os dias passavam sem grandes novidades nos navios. Parte dos marinheiros tratava da limpeza e da arrumação. Também era preciso molhar o convés – o piso da embarcação – para que ficasse sempre úmido, impedindo que as madeiras rachassem sob o sol. Além disso, qualquer vazamento precisava ser consertado imediatamente. Havia ainda as velas e os cabos, que tinham de estar sempre em bom estado. A tripulação reunia-se nas refeições e nas missas, rezadas todos os dias. A água era muito racionada e a comida variava pouco: carne seca ou salgada, peixe, arroz, queijo, cebola, alho e muitos biscoitos – que emboloravam com a umidade, mas eram consumidos assim mesmo. Os homens não ligavam muito para a higiene e os navios vinham abarrotados de ratos, baratas e piolhos, contribuindo – e muito – para a proliferação das doenças. A mais grave delas era o escorbuto, causado pela falta de vitamina C, encontrada nas frutas cítricas (como o limão e a laranja) que não existiam a bordo dos navios nos séculos XV e XVI. Mas nem tudo era trabalho ou sofrimento. Apesar da proibição dos religiosos, os marinheiros também se divertiam: tocavam instrumentos musicais, cantavam, jogavam cartas e dados.

* A Escola de Sagres 
- Apesar do nome, Sagres não era uma escola como conhecemos hoje. Fundada por D. Henrique, o Navegador, tratava-se de uma reunião de sábios, matemáticos, astrônomos, cartógrafos que pesquisavam como melhorar a arte da navegação. Sagres foi fundamental para o sucesso das grandes navegações. Os seus especialistas aperfeiçoaram instrumentos de navegação como a bússola, o astrolábio, o quadrante, a balestrina e o sextante. Desenvolveram a cartografia moderna e foram os primeiros a calcular com precisão a circunferência da Terra em léguas.

* Descobrimento questionado 
- No século XV, Portugal e Espanha estavam na corrida marítima pelas especiarias. Juntamente com a competição pelo comércio de especiarias, acirrou-se a corrida entre os dois países pela posse das terras do além-mar, disputadas palmo a palmo. Em 1494, foi assinado o Tratado de Tordesilhas, pelo qual as terras a oeste de um meridiano situado a 370 léguas de Cabo Verde pertenceriam à Espanha e a leste, a Portugal. Nunca se soube com precisão onde passava a linha imaginária de Tordesilhas.
O Tratado de Tordesilhas é um ponto a favor da hipótese de que Portugal já sabia da existência das terras brasileiras. Durante as negociações para a assinatura do tratado, o governo português insistiu para que o meridiano fosse estabelecido a 370 léguas de Cabo Verde e não a 100 léguas, como determinava a Bula Intercoetera. Assinada pelo papa Alexandre VI em 1493, a Bula Intercoetera dividia, pela primeira vez, as terras descobertas entre Portugal e Espanha.
Hoje, o termo "descobrimento" é questionado, uma vez que significa, segundo definição do dicionário Aurélio, "encontrar pela primeira vez". Mesmo que a chegada de Cabral ao Brasil tenha sido um acidente, quando os portugueses aportaram na Bahia já encontraram a terra habitada por várias tribos indígenas.

* Biografia de Pedro Álvares Cabral 
- Navegante português que descobriu o Brasil 1467/68 -1520/26(?), Vila de Belmonte, Portugal
Filho de Fernão Cabral e Isabel Gouveia, Pedro Álvares Cabral nasceu no castelo de Belmonte e pouco se sabe de sua vida até o final do século, além de que foi educado na Corte de D. João II. Em 1499, D. Manuel o nomeou capitão-mor da armada que faria a primeira expedição à Índia após o retorno de Vasco da Gama. 
Com treze navios e cerca de 1.200 homens, a maior frota até então organizada em Portugal, Cabral partiu de Lisboa em 9 de março de 1500, com a missão de fundar uma feitoria na Índia. Dela participavam navegadores experientes, como Bartolomeu Dias e Nicolau Coelho. 
Em 22 de abril, após 43 dias de viagem e tendo-se afastado da costa africana, a esquadra avistou o monte Pascoal no litoral sul da Bahia. No dia seguinte houve o contato inicial com os indígenas. 
Em 24 de abril, a frota seguiu ao longo do litoral para o norte em busca de abrigo, fundeando na atual baía Cabrália, em Porto Seguro, onde permaneceu até 2 de maio. Em seguida, um dos navios retornou a Lisboa com as notícias da descoberta, enquanto o resto da frota seguia para Calicute, lá chegando em 13 de setembro, depois de escalas no litoral africano. 
A feitoria ali instalada durou pouco: saqueada em 16 de dezembro, nela morreram 30 portugueses, entre os quais o escrivão Pero Vaz de Caminha. Depois de bombardear Calicute e apresar barcos árabes, Cabral seguiu para Cochim e Cananor, onde carregou as naus com especiarias e produtos locais e retornou à Europa. Chegou a Lisboa em 23 de junho de 1501. 
Convidado para comandar nova expedição ao Oriente, desentendeu-se com o monarca e recusou a missão. Casou-se em 1503 com D. Isabel de Castro, sobrinha de Afonso de Albuquerque, deixando descendência. Em 1518, era cavaleiro do Conselho Real. Foi senhor de Belmonte e alcaide-mor de Azurara.

 



Escrito por psilveira às 14h34
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CAPÍTULO 113 - CARTA DENÚNCIA DE SILVÉRIO DOS REIS

A carta-denúncia de Joaquim Silvério dos Reis
(11/04/1789)

Em 15 de março de 1789, o governador da Capitania de Minas Gerais foi procurado pelo coronel da Cavalaria-Auxiliar dos Campos Gerais, Joaquim Silvério do Reis. Silvério denunciou a organização de uma conspiração que desejava transformar a "Capitania de Minas Gerais" em um estado livre.
Em 19 de abril Joaquim Silvério partiu para o Rio de Janeiro, onde repetiria a denúncia ao Vice-Rei e seguiria os passos do alferes Joaquim José da Silva Xavier.
Antes de partir deixou sua denúncia escrita:
* * * * *
Ilmo. e Exmo. Sr. Visconde de Barbacena
Meu Senhor: - Pela forçosa obrigação que tenho de ser leal vassalo à nossa Augusta Soberana, ainda apesar de se me tirar a vida, como logo se me protestou na ocasião em que fui convidado para a sublevação que se intenta, prontamente passeia pôr na presença de V. Excia. o seguinte: 
Em o mês de fevereiro deste presente ano; vindo da revista do meu Regimento, encontrei no arraial da Laje o Sargento-Mor Luís Vaz de Toledo; e falando-me em que se botavam abaixo os novos Regimentos, porque V. Excia. assim o havia dito, é verdade que eu me mostrei sentido e queixei-me ao sargento-mor: me tinha enganado, porque em nome da dita Senhora se me havia dado uma patente de coronel, chefe do meu Regimento, com o qual me tinha desvelado em o regular e fardar, e muita parte à minha custa e que não podia levar à paciência ver reduzido à inação o fruto do meu desvelo, sem que eu tivesse faltas do real serviço; e juntando mais algumas palavras em desafogo da minha paixão. Foi Deus servido que isso acontecesse para se conhecer a falsidade que se fulmina.
No mesmo dia viemos dormir à casa do Capitão José de Resende; e chamando-me a um quarto particular, de noite, o dito Sargento-Mor Luís Vaz, pensando que o meu ânimo estava disposto para seguir a nova conjuração pelos sentimentos e queixas que me tinha ouvido, passou o dito sargento-mor a participar- me, debaixo de todo o segredo, o seguinte:
Que o Desembargador Tomás Antônio Gonzaga, primeiro cabeça da conjuração, havia acabado o lugar de ouvidor dessa Comarca, e que, isto posto, se achava há muitos meses nessa vila, sem se recolher a seu lugar da Bahia, com o frívolo pretexto de um casamento, que tudo é idéia porque já se achava fabricando leis para o novo regime da sublevação que se tinha disposto da forma seguinte:
Procurou o dito Gonzaga o partido e união do Coronel Inácio José de Alvarenga e do Padre José da Silva e Oliveira, e outros mais, todos filhos da América, valendo-se para seduzir a outros do Alferes (pago) Joaquim José da Silva Xavier; e que o dito Gonzaga havia disposto da forma seguinte: que o dito Coronel Alvarenga havia mandar 200 homens pés-rapados da Campanha, paragem onde mora o dito Coronel; e outros 200, o dito Padre José da Silva; e que haviam de acompanhar a este vários sujeitos, que já passam de 60, dos principais destas Minas; e que estes pés-rapados, haviam de vir armados de espingardas e facões, e que não haviam de vir juntos para não causar desconfiança; e que estivessem dispersos, porém perto da Vila Rica, e prontos à primeira voz; e que a senha para o assalto haviam ser cartas dizendo tal dia é o batizado; e que podiam ir seguros porque o comandante da Tropa Paga, tenente-coronel Francisco de Paula, estava pela parte do levante e mais alguns oficiais, ainda que o mesmo sargento-mor me disse que o dito Gonzaga e seus parciais estavam desgostosos pela frouxidão que encontravam no dito comandante e que, por essa causa, se não tinha concluído o dito levante.
E que a primeira cabeça que se havia de cortar era a de V.Excia. e depois, pegando-lhe pelos cabelos, se havia de fazer uma fala ao povo que já estava escrita pelo dito Gonzaga; e para sossegar o dito povo se havia levantar os tributos; e que logo passaria a cortar a cabeça do Ouvidor dessa vila, Pedro José de Araújo, e ao Escrivão da Junta, Carlos José da Silva, e ao Ajudante-de-Ordens Antônio Xavier; porque estes haviam seguir o partido de V. Excia. e que, como o Intendente era amigo dele, dito Gonzaga, haviam ver se o reduziam a segui-los; quando duvidasse, também se lhe cortaria a cabeça.
Para este intento me convidaram e se me pediu mandasse vir alguns barris de pólvora, o que outros já tinham mandado vir; e que procuravam o meu partido por saberem que eu devia a Sua Majestade quantia avultada; e que esta logo me seria perdoada; e quê, como eu tinha muitas fazendas e 200 e tantos escravos, me seguravam fazer um dos grandes; e o dito sargento-mor me declarou vários entrados neste levante; e que se eu descobrisse, se me havia tirar a vida como já tinham feito a certo sujeito da Comarca de Sabará. Passados poucos dias fui à Vila de São José, aonde o vigário da mesma, Carlos Correia, me fez certo quanto o dito sargento-mor me havia contado; e disse-me mais: que era tão certo que estando o dito pronto para seguir para Portugal, para o que já havia feito demissão da sua igreja a seu irmão, o dito Gonzaga lhe embaraçara a jornada fazendo-lhe certo que com brevidade cá o poderiam fazer feliz, e que por este motivo suspendera a viagem.
Disse-me o dito Vigário que vira já parte das novas leis fabricadas pelo dito Gonzaga e que tudo lhe agradava menos a determinação de matarem a V. Excia. e que ele, dito Vigário, dera o parecer ao dito Gonzaga que mandasse antes a V. Excia. botá-lo do Paraibuna abaixo e mais a Senhora Viscondessa e seus meninos, porque V. Excia. em nada era culpado e que se compadecia do desamparo em que ficavam a dita senhora e seus filhos com a falta de seu pai; ao que lhe respondeu o dito Gonzaga que era a primeira cabeça que se havia de cortar porque o bem comum prevalece ao particular e que os povos que estivessem neutros, logo que vissem o seu General morto, se uniriam ao seu partido.
Fez-me certo este Vigário, que, para esta conjuração, trabalhava fortemente o dito Alferes Pago Joaquim José, e que já naquela comarca tinha unido ao seu partido um grande séquito; e que cedo havia partir para a capital do Rio de Janeiro a dispor alguns sujeitos, pois o seu intento era também cortar a cabeça do Senhor Vice-Rei; e que já na dita cidade tinham bastante parciais.
Meu senhor, eu encontrei o dito Alferes, em dias de março, em marcha para aquela cidade, e pelas palavras que me disse me fez certo o seu intento e do ânimo que levava; e consta-me, por alguns da parcialidade, que o dito Alferes se acha trabalhando este particular e que a demora desta conjuração era enquanto se não publicava a derrama; porém que, quanto tardasse, sempre se faria.
Ponho todos estes tão importantes particulares na presença de V. Excia. pela obrigação que tenho de fidelidade, não porque o meu instinto nem vontade sejam de ver a ruma de pessoa alguma, o que espero em Deus que, com o bom discurso de V. Excia., há de acautelar tudo e dar as providências sem perdição de vassalos. 0 prêmio que peço tão somente a V. Excia., é o rogar-lhe que, pelo amor de Deus, se não perca a ninguém.
Meu senhor, mais algumas coisas tenho colhido e vou continuando na mesma diligência, o que tudo farei ver a V. Excia. quando me determinar. Que o céu ajude e ampare a V. Excia. para o bom êxito de tudo. Beijo os pés de V. Excia., o mais humilde súdito.
Joaquim Silvério dos Reis, Coronel de Cavalaria dos Campos Gerais.
Borda do Campo, 11 de abril de 1789.

 



Escrito por psilveira às 12h26
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CAPÍTULO 112 – INCONFIDÊNCIA MINEIRA

A partir de 1750, a produção de ouro começou a diminuir. As lavras, que antes forneciam grande quantidade de metal, estavam se esgotando rapidamente. Por isso, tornava-se difícil pagar ao governo português as 100 arrobas (1470 kg) de ouro que ele exigia por ano.
Para completar essa quantidade de ouro, toda a população, mesmo os que não eram mineradores, era obrigada a contribuir. Esse sistema de cobrança chamava-se derrama.
É claro que a população das mimas ficava revoltada com a derrama. Além de totalmente injusta, a cobrança era feita de maneira violenta: os soldados invadiam as casas e obrigavam todas as pessoas a pagarem uma parte da quantidade exigida.
Havia ainda outros atos do governo português que desagradavam a população.
Em 1785, a Rainha Dona Maria I proibiu o funcionamento de qualquer fábrica no Brasil. Todos os artigos antes eram feitos aqui mesmo, em pequenas oficinas, como calçado, sabão, tecidos,  ferramentas, utensílios domésticos etc., deviam daí por diante ser importados de Portugal.
Essa medida prejudiciou muito os brasileiros, pois: a população passou a pagar mais caro por esses produtos importados; os mais prejudicados foram os habitantes do interior, pois as mercadorias importadas deviam ser transportadas por longas distâncias, o que as encarecia bastante; além disso, por causa das dificuldades de transporte, nem sempre chegavam às cidades do interior (como era o caso das cidades mineiras) produtos em quantidade suficiente para todos;
muitas pessoas tiveram suas oficinas desmontadas pelo governo, sofreram prejuízos e ficaram proibidas de exercer sua profissão.
O descontentamento da população das minas aumentava ainda mais por causa das atitudes do governador da capitania de Minas Gerais. Ele era autoritário e cruel: mandava espancar presos, exigia dinheiro da população, demitia funcionários para nomear seus amigos.
A situação começou a ficar isuportável em 1788, com a chegada de um novo governador, o Visconde de Barbacena. Além de não ser nada melhor que o anterior, o Visconde de Barbacena trazia ordens de realizar uma derrama, para cobrar mais de 5000 quilos de ouro. A população ficou alarmada.
Como você pode ver, os mineiros tinham muitos motivos para se revoltarem contra o governo português. Aos poucos, muitas pessoas da região começaram a perceber que seria muito melhor ter um governo próprio, não precisando mais obedecer às ordens de Portugal.
Assim, na cidade de Vila Rica, um grupo de pessoas começou a se reunir secretamente para discutir as novas idéias de liberdade e planejar uma revolta. Essa revolta que teria por finalidàde tornar o Brasil independente de Portugal.

A DENÚNCIA

Os conspiradores marcaram a revolta para o dia em que fosse realizada a derrama, prevista para o primeiro semestre de 1789. Eles esperavam obter o apoio de fazendeiros, donos de minas e do próprio povo, ameaçado pela derrama. Confiavam também na ajuda do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Tiradentes ficou encarregado de tomar o palácio do governador, em Vila Rica. Em março de 1789, ele viajou para o Rio de Janeiro, fazendo propaganda da revolta.

MAS OS PLANOS NÃO DERAM CERTO

O coronel Joaquim Silvério dos Reis, minerador português que devia muitos impostos ao governo, contou todo o plano dos inconfidentes ao governador de Minas. Silvério dos Reis havia prometido apoio a Tiradentes, mas, temendo ser descoberto, resolveu denunciar o movimento a fim de salvar-se e conseguir o perdão do governo português para suas dividas. Imediatamente, Barbacena suspendeu a derrama. Um pouco mais tarde mandou prender os suspeitos. Tiradentes foi preso no Rio de Janeiro e seus companheiros em Vila Rica.
Alguns dos acusados negaram sua participação na Inconfidência. De modo geral, os que confessavam, acusavam Tiradentes de ser o chefe do movimento.
Nos três primeiros interrogatórios, Tiradentes negou que tivesse participado de qualquer tentativa de revolta. Mas a partir do quarto, realizado em 1790, Tiradentes declarou ser o responsável pela Inconfidência. Como você vê, ele agiu de forma mais digna que os outros, que procuraram salvar-se lançando toda a culpa sobre um companheiro.
No julgamento, algumas pessoas foram soltas e 35 foram condenadas: onze deveriam ser enforcadas e outras mandadas para o exílio na África. Mas afinal, apenas Tiradentes foi executado. Os outros condenados à morte foram mandados para o exílio.
Tiradentes foi enforcado no dia 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro. Seu corpo foi dividido em pedaços e colocado em vários locais de Minas, como exemplo, para que ninguém mais tivesse coragem de participar de movimentos de revolta contra os portugueses.
Após a devassa e a execução das setenças sobrava o lema da Incofidência, continuando a inspirar novos movimentos: "Liberdade ainda que tardia".
Os principais líderes da Incofindência Mineira foram Cláudio Manuel da Costa, poeta e rico minerador; Luís Vieira da Silva, cônego; Alvarenga Peixoto, próspero minerador e latifundiário; Tomás Antônio Gonzaga, intelectual e ouvidor de Vila Rica; Carlos Correia de Toledo e Melo, vigário e próspero minerador; José Álvares Maciel, estudante de Química; Francisco de Paula Freire de Andrade, tenente-coronel comandante do Regimento de Dragões; os irmãos Francisco Antônio e José Lopes de Oliveira, o primeiro militar e o segundo padre, ambos grandes proprietários rurais; Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, principal organizador político da rebelião e indivíduo de poucas posses: era alferes, posto militar logo acima do de sargento.
Os rebeldes defendiam o fim do pacto colonial e o desenvolvimento de manufaturas têxteis e siderúrgicas, além do estímulo à produção agrícola. No plano político, alguns almejavam a república, enquanto outros pretendiam uma monarquia constitucional. Os interesses de uns e de outros ficaram claros quando surgiu a discussão da escravatura. Nas reuniões dos conspiradores, organizadas pelo tenente-coronel Freire de Andrade ou por Cláudio Manuel da Costa, a maioria se opunha à abolição da escravatura. Apenas Tiradentes e poucos outros advogaram a causa dos escravos. Álvares Maciel afirmava que "não haveria quem trabalhasse nas terras, tanto na mineração, como na agricultura". A sociedade escravocrata brasileira reelaborava a ideologia liberal européia, colocando-a dentro dos limites por ela aceitáveis.



Escrito por psilveira às 12h21
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CAPÍTULO 111 - TIRADENTES

 

CURIOSIDADES SOBRE TIRADENTES

Tiradentes nasceu no ano de 1746, na Fazenda do Pombal, em Minas Gerais, propriedade da família. Não há registro da data de seu nascimento, apenas do seu batismo, em novembro daquele mesmo ano. Ficou órfão cedo - perdeu a mãe aos nove anos de idade e o pai aos 11, sendo criado, desde então, por um padrinho, que lhe ensinou a prática da odontologia.

A família não era pobre. Pertencia à nobreza civil, diferente da nobreza concedida por títulos.

Joaquim José da Silva Xavier, todos sabem, praticava a odontologia. E daí seu apelido: Tiradentes. Mas o que poucos sabem, ao contrário do que seu codinome insinua, é que o nosso herói da inconfidência não suportava arrancar dentes. Isso mesmo! Já era um adepto, então, do que se costuma chamar, hoje em dia, de odontologia preventiva. Ou seja, Tiradentes era muito mais a favor de preservar os dentes do que arrancá-los. Além do mais, não se preocupava apenas com os dentes. Preocupava-se também com o resto do corpo, fazendo uso, inclusive, de plantas medicinais, um modismo típico da medicina praticada na Europa do século dezoito.

No caso de Tiradentes, sua recusa em usar métodos terapêuticos agressivos se deve à influência exercida sobre ele pelo seu primo Frei Veloso, na época um grande botânico, que catalogou mais de 2000 plantas no Vale do Paraíba do Sul e organizou o Jardim Botânico, no Rio.

SONHADOR E IDEALISTA

 O idealismo de Tiradentes o levou a se envolver de corpo e alma na Inconfidência Mineira (movimento revoltoso ocorrido em 1789, na cidade de Vila Rica, hoje Ouro Preto, a favor da emancipação do Brasil da Corte Portuguesa). Seu envolvimento com a Inconfidência aconteceu após uma viagem ao Rio de Janeiro, em 1787, quando ele entrou em contato com as novas idéias políticas e filosóficas recém-chegadas da Europa. Esses novos pensamentos o influenciaram fortemente. Ao voltar para Vila Rica, em 1788, passou a divulgar em público os propósitos do movimento mineiro. Foi traído por Joaquim Silvério dos Reis, em 1789, quando foi preso no Rio de Janeiro. Ficou confinado numa cela durante três anos e no processo de investigação, conhecido como Devassa, foi interrogado quatro vezes e confrontado com todos que o denunciaram. Assumiu a responsabilidade da conspiração, inocentando os outros co-réus e, em 18 de abril de 1789, ouviu sua sentença de morte. Antes de ser enforcado no campo da Lampadosa - atual Praça Tiradentes - no Rio de Janeiro, disse: "Cumpri a minha palavra! Morro pela liberdade!"

Seu corpo foi esquartejado e a cabeça exposta em Vila Rica. Os outros pedaços foram espalhados pelo caminho, seus bens confiscados e sua memória difamada.

Só em 1822 Tiradentes foi reconhecido como mártir da Inconfidência Mineira e em 1865 proclamado Patrono Cívico da nação brasileira.

TIRADENTES E O RIO DE JANEIRO

É sabido que, entre os anos de 1786 e 1789, Tiradentes fez várias viagens ao Rio e que, nessa época, já devia estar conspirando em favor da inconfidência. No Rio, além do contato com idéias revolucionárias, se dedicou a muitos projetos de melhoria urbana.

Ele conhecia bem a cidade, seus morros, seus arredores, o povo do lugar, que também o conhecia como dentista prático. Suas habilidades, no entanto, não se limitavam apenas aos da odontologia. Tinha bons conhecimentos de topografia, o que fez com que Tiradentes intuísse grandiosos projetos de melhora urbanística para o Rio.

Documentos datados daquela época possibilitam concluir que o nosso impetuoso alferes idealizou diversas obras para a cidade. São elas:

  • abastecimento regular da cidade, pela canalização das águas do Rio Andaraí
  • construção de moinhos aproveitando a canalização do rio e mais os desníveis dos córregos Catete, Comprido, Laranjeiras e Maracanã
  • construção de um trapiche, isto é, o cais do porto, rudimentar, de madeira, avançando da praia o máximo possível dentro do mar
  • construção de armazéns para guarda de gado e outras mercadorias que, desembarcadas, ficavam expostas ao sol, à chuva e aos furtos
  • serviços de barcas de transporte de passageiros do Rio a Niterói (Praia Grande)

Em tempo: 30 anos depois de ter projetado essas melhorias, Dom João VI mandou fazer a canalização do rio, seguindo os planos de Tiradentes e, em 1889, exatamente 100 anos depois, o engenheiro André Paulo de Frontin canalizou as águas da Serra do Tinguá, dentro dos mesmos moldes arquitetados pelo inconfidente.

MÁRTIR 98 ANOS DEPOIS

Tiradentes só começou a ser cultuado 98 anos depois de sua morte - sendo considerado herói nacional a partir de 1890. A imagem de mártir e patrono da nação foi construída pelos republicanos que representasse a luta pela ruptura do domínio português.

O mártir está diretamente ligado ao movimento que ficou conhecido como "Inconfidência Mineira". Os historiadores preferem "Conjuração Mineira" já que o que aconteceu em Minas Gerais foi um ato organizado para conquistar a independência do país e não um ato de deslealdade, traição ou infidelidade, que servem para traduzir a palavra inconfidência. Somente sob a ótica dos colonizadores, os "inconfidentes" foram considerados traidores.

CURIOSIDADES

A cabeça de Tiradentes foi levada do Rio de Janeiro para Vila Rica, em Minas Gerais e ficou exposta num poste em frente à Igreja Nossa Senhora dos Remédios dos Brancos. Na terceira noite, foi roubada e nunca mais foi encontrada.

Tiradentes seguiu carreira militar, ocupando o posto de alferes, palavra que vem do árabe "al-fars", o cavaleiro. Significa o antigo oficial do exército com posto logo abaixo do tenente.

 

 

 



Escrito por psilveira às 12h08
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CAPÍTULO 110 - POR QUE O DIA DO ÍNDIO É COMEMORDO EM 19 DE ABRIL?

Porque foi nesse dia que os índios se reuniram para discutir seus problemas no I congresso Indigenista Interamericano, em 1940, no México.

ÍNDIOS OS PRIMEIROS HABITANTES

Quando o Brasil foi descoberto, em 1500, os historiadores calculam que existiam aqui entre 1 milhão e 3 milhões de índios, divididos em 1400 tribos. Havia 3 grandes áreas de concentração: litoral, bacia do Paraguai e bacia Amazônica. O processo de extinção dos indígenas foi iniciado no litoral, quando os primeiros núcleos europeus ali se estabeleceram, com matanças, escravização ou transmissão de doenças. Os indígenas não resistiam a doenças como sarampo, varíola e gripe. Entre 1562 e 1563, cerca de 60 mil índios morreram por causa de 2 epidemias de varíola, chamadas de peste da bexiga.

Atualmente, existem em torno de 280 mil índios no Brasilm divididos em 206 grupos (etnias) identificados. Cerca de 90 mil deles vivem na região amazônica.

DE ONDE VIERAM OS ÍNDIOS?

Os antepassados dos índios das Américas vieram da Ásia para o continente americano. Atravessaram o estreito de Bering (que liga a Sibéria ao Alasca) no período das glaciações.

OS HÁBITOS

Ótimos caçadores, os índios usam o fogo para tirar o animal da toca, constroem esconderijos no alto das árvores para esperar a caça ou usam cães. O contato com a civilização, porém, alterou a forma de os índios caçarem. Hoje alguns usam espingardas.

Algumas tribos gostam mais de pescar que de caçar. Primeiro usam vegetais (tingui ou timbó) para atrair e atordoar o peixe. Depois agarram o peixe com as mãos. Outro método que costumam empregar é o de atingir o peixe com flechas de ponta de osso. A civilização também já ensinou algumas tribos a utilizar varas de pescar e anzóis industrializados.

Os índios brasileiros adoram carne de macaco, que consideram um prato muito especial. Quanto mais novo for o macaco, mais tenra é sua carne. Os miolos são retirados e misturados a um molho ou comidos com pão. O cérebo do macaco é rico em gordura e proteína.

Algumas espécies de larvas de besouro, como as que vivem em troncos do coqueiro, são consumidas por índios brasileiros.

O arco e flecha é o tipo de arma indígena mais conhecida. Existem também o tacape, a borduna (porrete), o chuço (pau com uma ponta afiada feita de ferro) e a zarabatana (canudo comprido usado para disparar setas com a força de um soprão).

As ocas são compartilhadas por famílias de até 40 pessoas. Filhos, genros, noras, netos moram juntos, na malca do patriarca.

O índios jamais batem nos filhos.

O casamento ainda são arranjados. Ao entrar na puberdade, a garota fica reclusa durante 1 ano e depois é apresentada aos pretendentes numa festa. Em casa, ouve lições das mulheres mais velhas, aprimora técnicas de artesanato, ajuda a cuidar dos bebês da família.

Algumas tribos aceitam a poligamia. Outras só permitem que o chefe tenha várias mulheres.

Uma das modalidades esportivas mais apreciadas pelos índios é a corrida com toras de buriti. Nessa prova, 10 índios se revezam carregando toras de madeira que pesam mais de 100 quilos.

Os índios só identificavam os números 1, 2, 3, 4 e "muitos". Para dizer que havia 10 jacarés no rio, falavam "minhas mãos"; se os jacarés eram 20, "minhas mãos e meus pés".

No incício da colonização brasileira, muitos índios foram capturados e escravizados. Os colonos diziam que os índios não eram gente, e sim animais. Quando os jesuítas chegaram ao Brasil, começaram a modificar esse quadro. Em 1537, a bula Veritas ipsa, editada pelo papa Paulo III, declarou que os índios eram "verdadeiros seres humanos". Por isso, deveriam ter total liberdade, mesmo aqueles que ainda não tivessem se convertido ao cristianismo. Apesar da proibição, os índios continuaram sendo perseguidos por muito tempo.

COMEDORES DE GENTE

Os tupis do litoral brasileiro, no século XVI, comiam os inimigos em impressionantes cerimônias coletivas. Homens, mulheres e crianças bebiam cauim e devoravam, animadamente, o inimigo moqueado, ou seja assado em grelha de varas. Até 2 mil índios celebravam o ritual comendo pequenos pedaços do corpo d prisioneiro. Se não houvesse comida para todos, as índias preparavam um caldo com os pés, as mãoes e as tripas dele. Aos que iriam ser devorados, os tamoios tinham por costume oferecer a mais bela jovem da tribo. O preso podia vingar sua morte antes da execução. Ele recebia pedras para atirar nos convidados, que vinham de longe para as festas. O carrasco vestia um manto de penas e matava a vítima com um golpe de borduna na nuca. A catequese dos brancos acabou com esse canibalismo guerreiro.

Hoje em dia, um ianomâmi come as cinzas de um amigo morto em sinal de respeito e afeto.

QUARUP

O Quarup é a cerimônia mais importante do calendário indígena do Brasil. Trata-se de uma celebração aos mortos, como o Dia de Finados. Acontece todo ano em agosto ou setembro. Na festa, as aldeias do Xingu se reúnem para uma série de atividades que atravessam a noite, só terminando no dia seguinte. Cada ano uma tribo é escolhida para ser a anfitriã e é ela que cuida de todos os detalhes da festa.

Os índios erguem troncos de madeira que são decorados para o ritual. Quarup é o nome da árvore cujo tronco eles retiram para a cerimônia. Cada tronco representa um morto.

A festa começa quando os caciques saúdam os visitantes, que entram em fila indiana para homenagear os mortos. Todos exibem tangas e cocares coloridos, e têm o corpo pintado. Os anfitriões tocam flauta e trazem oferendas, como mingau de mandioca e peixe, simbolizando abundância e cordialidade. Durante a festa, chegam a ser comidos 9 mil peixes. Depois, juntos, os índios dançam ao redor dos troncos, batendo os pés no chão.

Em seguida, acontece o ritual mágico dos pajés. Eles ficam em frante aos troncos fumando e cantando. É a reza em homegagem às almas dos mortos. Elas descem de uma aldeia do céu à noite e entram nos quarups. Os homens da aldeia anfitriã não dormem nessa noite. Dançam ou cantam até a madrugada. Ao amanhecer, as almas já celebradas estão finalmente livres para voltar para sua aldeia no céu.

Terminada a parte mística do Quarup, começa a luta intertribal. A luta chama-se huka-huka e é uma espécie de sumô. Ganha quem conseguir derrubar ou levantar o adversário. Ser reconhecido como campeão proporciona grande prestígio a esses homens do Xingu.

Para pintar o corpo nos dias festivos, os índios usam uma frutinha chamada pequi, que fornece um óleo ao qual misturam fuligem.

AS RESERVAS INDÍGENAS

Eles já foram donos de tudo. Hoje, as 559 áreas indígenas existentes no Brasil ocupam 9,89% da área total do país.

Na Amazônia, 90 mil índios vivem em 216 áreas oficialente registradas e controladas pela FUNAI, somando 552 milões de quilômetros quadrados. Cerca de 20 mil ianomâmis ocupam 2 grandes reservas na fronteira do Brasil com a Venezuela, demarcadas em 1993, depois de 16 deles foram mortos num conflito com garimpeiros. Numa outra reserva que fica do lado brasileiro e que é do tamanho de Portugal, vivem mais 10 mil ianomâmis.

Os 2 mil caiapós, divididos em 5 aldeias e espalhados em cerca de 32 mil quilômetros quadrados, são consderados os índios mais ricos do país. As aldeias dos gorotirés, no sul da reserva, e dos quieretuns, no norte, têm no garimpo de ouro sua maior fonte de renda.

O Parque Nacional do Xingu tem 26 mil quilômetros quadrados (quase o tamanho do estado de Alagoas) e fica na fronteira do Mato Grosso com o Pará. Criado em 1961 para garantir melhores condições de via e a posse da terra à população indígena local, o Parque Nacional do Xingu abriga hoje 4 mil índios de 15 grupos diferentes.

Pelo Código Civil, o índio não tem direito à propriedade da terra das reservas. Ele tem a posse e o direito de usar o que nela existir (água, flora, fauna e minérios).

FUNAI

Em 1910, o marechal Cândido Rondon criou o Serviço de Proteção ao Índio (SPI). Os indígenas passaram a ter direito à posse da terra, e seus costumes, a ser respeitados. A entidade foi substituída pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI). O órgão federal que cuida hoje das nações indígenas brasileiras foi criado em 5 de dezembro de 1967.

A FUNAI calcula que, além das 270 tribos já conhecidas, há ainda em torno de 55 grupos totalmente isolados, todos em áreas remotas da Amazônia. Em junho de 1998, na divisa do Brasil com o Peru, uma equipe da FUNAI vislumbrou entre as copas das árvores 12 construções alongadas, com cerca de 15 metros de comprimento cada. Eram as malocas de uma tribo indígena até então completamente desconhecida. Estima-se que ali viva um grupo de 200 pessoas, mas ninguém sabe que nome dão à tribo, que língua falam, a que etnia pertencem e quais são seus hábitos e costumes.

A Amazônia é a última região do planeta onde ainda existe grupos humanos de todo desconhecidos. Vivem em estágio bastante primitivo, caçando, pescando e, em alguns casos, cuidando de pequenas roças. Essas tribos recebem da FUNAI a vaga denominação de "índios isolados".

A região em que esse índios vivem fica perto do rio Envira, junto da divisa com o Peru, a 480 quilômetros de Rio Branco, a capital do Acre. A estrada mais próxima encontra-se a 127 quilômetros. De barco é preciso enfrentar uma viagem de semanas por rios pouco navegados até hoje.

 



Escrito por psilveira às 09h57
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CAPÍTULO 109 – DIA DOS ÍNDIOS – ALGUMAS CURIOSIDADES

Os índios antes do contato com os brancos eram pessoas saudáveis tanto de espírito quanto de mente. Seus hábitos saudáveis de vida faziam com que fossem baixas as incidências de doenças entre eles. Corriam ao ar livre, comiam somente uma vez por dia, nadavam , enfim a atividade física entre eles era muito grande. Costumavam se reunir ao redor de uma fogueira onde queimavam ervas, acompanhados do pajé . Essa prática fazia com que os índios se tornassem resistentes às doenças epidêmicas. Aos poucos o contato com os brancos foi introduzindo costumes que só fizeram abalar o vigor físico do índio. As roupas trouxeram alergias de pele, a cachaça, o acúcar trouxeram problemas dentários e a diminuição da saúde.


AS CRENÇAS INDÍGENAS

Os índios acreditam que as doenças são causadas por espíritos, por elementos estranhos que podem ser um inseto ou uma planta que algum espírito introduz no corpo da pessoa doente.

OS ÍNDIOS CAINGANGUES - acreditam que as pessoas doentes têm sua alma roubada por um espírito maligno, vingativo de outra tribo ou até mesmo da própria tribo. A saudade, o amor ou o remorso também podem ser causa de um roubo de alma, e consequentemente a doença numa pessoa. Algumas doenças podem ser causadas pela introdução de pedras, objetos, vermes no corpo da vítima por um monstro sobrenatural. OS ÍNDIOS BORORÓS também acreditam nisso.

Os pajés são os sacerdotes ou feiticeiros indígenas que ao serem possuídos por espíritos falam e agem através deles. Através da observação dos animais na natureza, os índios encontram os remédios para seus males e magias.

As plantas vermelhas para os índios curam as doenças do sangue, as plantas amarelas curam a bile, o fígado. As cascas vermelhas ou marrom-escuras são usadas contra a erisipela, tumores etc...

Para os índios algumas excreções animais são impuras e nocivas e algumas são puras e medicinais.
O muco nasal, o sangue, e o cerume são considerados impuros e usados apenas para feitiços. A saliva e a urina do animal são consideradas remédios. os dentes de onça, unhas de tamanduás são considerados amuletos com poderes mágicos que afastam certas doenças.

CONTRA A PICADA DE COBRAS USAM:
- dentes de jacaré pendurados no pescoço , pulsos e tornozelos.
- raspas de dentes de jacaré são ingeridas com água.
- banha de jacaré para picada de cascavel

- Presa de cascavel , moídas são usadas contra as úlceras malígnas
- Cascavel viva cozida com frango até tudo se desmanchar cura erupções cutâneas crônicas e sífilis.
- Formigas grandes assadas e comidas com farinha de mandioca contra a má digestão
- Dor de dente se cura com cinza de unha de onça 
- Pó de chocalho de cascavel faz cair dentes estragados
- As banhas da onça são usadas para curar destruir vermes das úlceras malignas
- Dor ciática é curada aplicando pele de cachorro recém-esfolada
- Cinzas da casa de cupim curam feridas
- A mulher indígena é considerada apenas um receptáculo quando gera uma criança, as responsabilidades são do homem que coloca sua semente na mãe e esta a desenvolve.

 

Para algumas tribos a gravidez somente acontece quando existem relações frequentes e não ocasionais. Se a mulher é solteira, viúva ou sem marido não engravida. Outras tribos dizem que é vontade da deusa Tá-é.
CUIDADOS DE UMA ÍNDIA GRÁVIDA:


Dieta: peixes pequenos, aves e tubérculos como a mandioca, o cará, e a batata - doce.
Certas carnes de animais são proibidas de serem ingeridas por acreditarem serem portadoras de espíritos.
Comer milho também é proibido na gravidez, a criança nascerá com tosse. A carne de jabuti impedirá a criança de crescer. A carne de macaco é proibida porque a criança poderá ter a voz irritante do macaco.
A carne dos pés de  porco faz com que a criança nasça em posição difícil para o parto. Carne de veado faz a mãe ficar louca.
A carne de tatu após o parto provoca tumores.

Se o pai matar uma onça na hora do parto a criança nascerá com a cara chata, se matar um tucano terá um nariz grande, se matar uma preguiça , a criança será preguiçosa, etc.
Não deve amarrar nada porque senão a criança ficará amarrada na hora de nascer e a prejudica na hora do parto.

 

GARRAFADAS

Dizem que as garrafadas devem ser feitas com vinho para mulher e com cachaça para os homens.
GARRAFADA PARA CURAR DIARRÉIA

3 folhas de abacateiro
3 folhas de goiabeira
3 folhas de abiu-do-pará
Juntar todas as folhas com 2 copos de água e ferver durante 10 minutos; deixar esfriar. Depois de cada evacuação o doente deve beber meio copo de remédio.

 

PRONTO SOCORRO DO LAR

AFTAS - pegue um pouco de cinza de cigarro e coloque sobre a afta. Arde um pouco , mas é infalível.
AZIA - chupe logo após a refeição uma laranja bem azeda. 
BEBEDEIRA - coloque 2 gotas de amoníaco em ½ copo de água e dê para a pessoa cheirar. A bebedeira não resiste...
INFLAMAÇÃO NA BEXIGA - Tome chá de barba de milho seca , em jejum.
BOQUEIRA - Coloque a cinza branca de um cigarro sobre ela quantas vezes for preciso.
BRONQUITE - em jejum mastigue um dente de alho cru e a crise se acalmará.
CHÁ DE CEBOLA - cozinhe uma cebola pequena até ficar bem macia. Coe e adoce e dê ao doente apenas 4 colheres ao dia. O chá que sobrar e a cebola devem ser jogados fora. Deve ser feito novamente a cada dia.
CHÁ DE FOLHA DE CAFÉ - faça um chá com as folhas mais verdinhas. Deve ser tomado só uma vez por dia, de preferência à noite.
CASPA - quando cozinhar o feijão tire um pouco da água e passe no couro cabeludo. deixe por 20 minutos e depois lave-o com xampu normalmente.
CALOS - Embeba uma folha de sabugueiro em vinagre e deixe-a sobre o calo durante 24 horas. 
CAROÇOS NO CORPO OU NO SEIO - cozinhe ao fogo brando 3 pedaços pequenos de cedro (casca) e lave ainda quente o quanto a pessoa aguentar o local onde estiver o caroço. Pode repetir.
CAXUMBA - esquente uma colher de pau nova na chama do fogão e passe azeite doce nela. antes que ela esfrie faça 3 cruzes sobre a caxumba e ela vai embora.
DOR DE CABEÇA - cheire um pavio de algodão queimado até passar.
- corte uma batata em rodelas e coloque-as na testa e amarre-as para não cair. Deixe por alguns minutos , enquanto repousa num quarto -escuro.
- misture um pouco de café fresco com manteiga ou óleo e espalhe essa mistura sobre a testa coberta com um papel fino.
DOR DE DENTES - coloque uma pitada de sal na boca dissolva-a na saliva, não o engula, enxague a boca depois.
ESPINHAS NO ROSTO - esfregue a espinha com um pouco de leite de mamão verde.
DOR DE ESTÔMAGO - Cozinhe uma cenoura e logo após frite-a com um pouco de mel e coma-a em seguida.
Tome um chá de erva-doce e acrescente uma pitada de noz moscada ralada.
FALTA DE APETITE - mastigue algumas folhas de salsa fresca meia-hora antes das refeições.
GARGANTA INFLAMADA - pegue um pouco de leite quente e tempere-o com sal. gargareje e a inflamação desaparece.
HEMORRAGIA EXTERNA - lave bem a ferida com água fria e sabão e depois cubra-a com acúcar,
HEMORRÓIDAS - Amasse um tomate bem maduro e passe na peneira. Antes de deitar embeba um algodão no suco do tomate e coloque-o sobre a hemorróida, deixe -o a noite toda.
TOSSE COM CATARRO - lave e escorra um maço bem grande de chicória cozinhe com bastante açúcar e uma xícara de chá de água ,no fogo baixo. Depois que as folhas estiverem bem cozidas e o caldo caramelado coe espremendo bem as folhas e guarde o xarope num recipiente fechado. Deve ser tomada uma colher de sobremesa por dia. 
VARIZES- Pegue um copo de água , 1/3 dessa medida de óleo de mamona e 1 colher de café de sal. esfregue este preparado sobre a área afetada diariamente.

VOCÊ SABIA?

MAMELUCO é o nome que se dá ao filho do índio com o branco

CAFUZO é o filho do índio com o negro.

Os índios são chamados de SILVÍCOLAS, porque nascem e vivem nas selvas.

BOTOQUE - Rodela grande que alguns índios colocam no beiço inferior. Os homens que fazem isso são chamados de BOTOCUDOS.

PAJELANÇA - Ritual em que o pajé, depois de beber aguardente (tafiá), invoca a mãe-do-rio, a boiúna, e outros animais, pedindo orientação para a cura do paciente. Muotas vezes o bicho que o pajé incorpora não tem a solução e por isso lhe sugere outro bicho, mais sabido. Durante a pajelança, o pajé dança com frequência, construindo uma mímica do animal que incorporou.

PIROGA - Embarcação indígena feita de um tronco de árvore escavado a fogo.

TACAPE - Arma utilizada pelos índios. Ela lembra uma machadinha.

 



Escrito por psilveira às 17h58
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CAPÍTULO 108 - SE ERRAR É HUMANO, PERDOAR É DIVINO

Já perdoei tanta coisa, tanta grosseria, tanta falta de respeito, tantas crises de raiva. . .
Já chorei junto, ri junto, me entristeci junto. . . para quê? Quando os outros erram, nos magoam ou nos chateiam, nós perdoamos. . . mas quando somos nós que erramos a coisa é diferente.
Não minto quando digo que perdoei até ser chamada de idiota e não mentirei dizendo que também não errei. Contudo, acho que há limite e não respeitei o meu por amizade(burrice). É esquecer um dia, não ligar, ter um problema e bye-bye educação, respeito, amizade.
Se entristece ou chateia eu esquecer de ligar porque estava atolada, me magoa muito mais receber nada em troca dos anos de amizade e de tudo que agüentei por amor (não foi pouco, mas não reclamo).
Peço perdão pelo meu esquecimento e perdôo o seu.



Escrito por psilveira às 08h35
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CAPÍTULO 107 - A CRUCIFICAÇÃO

Os gregos tinham grande pavor em relação à crucificação, por isso não a adotaram como forma de execução de seus criminosos. Só passou a fazer parte dos costumes gregos no tempo de ALEXANDRE, O GRANDE, que imitou os PERSAS. Foi praticada na SÍRIA, sob os selêucidas, e no EGITO sob o governo dos ptolomeus. Em SIRACUSA, cidade grega, Dionísio, o tirano, praticou-a inspirados pelos cartagineses.

Os romanos também a adotaram observando o exemplo dos cartagineses. Essa prática começou a ser usada em Roma como punição aos escravos, passou também a ser aplicada aos prisioneiros de guerra, aos desetores, aos ladrões e sobretudo aos revoltosos vencidos.

Herodes, o Grande, mandou crucificar 2000 judeus que se rebelaram contra ele, e durante o cerco de Jerusalém, em 70 d. C., os romanos chegaram a crucificar 500 judeus por dia, segundo testemunho do historiador judeus e um dos comandantes das tropas judaícas rebeladas, Flávio Josefo.

Em tempos de paz, a crucificação era o suplício usado contra os escravos. Os próprios cidadãos romanos podiam ser crucificados. 

INSTRUMENTOS DA CRUCIFICAÇÃO

A cruz era formada por duas peças distintas. A vertical, ficava enterrada permanentemente como um poste fixo, era o STIPES CRUCIS - "o tronco da cruz". E a horizontal, que era fixada sobre a primeira, se chamava PATIBULUM.

STIPES CRUZ - Era a parte a que, primitivamente, se dava o nome de "cruz", não é outra coisa senão uma estaca fixada verticalmente no chão. Em seguida estendeu-se ao conjunto dos dois paus ajustados um ao outro, tal como o conhecemos hoje.

Existiam dois tipos de cruz: A CRUZ HUMILIS, que era curta e a CRUZ SUBLIMIS, era reservadas a personagens que os crucificadores queriam colocar em evidência. A maioria das cruzes eram baixas HUMILIS. Isso permitia aos animais ferozes lançados na arena despedaçarem, à vontade os crucificados. Segundo o escritor romano Horácio, nas encostas do monte Esquilino, em Roma, havia uma floresta permanente de stipites onde os condenados eram crucificados. À noite os lobos saíam de seus esconderijos para devorar as pessoas crucificadas. As cruzes baixas também tinham a intenção de simplificar a crucificação para os carrascos, principalmente quando os condenados eram numerosos. A comodidade para os profissionais da crucificação. “Já naquele tempo já se tinha preocupação com o trabalhador”

O PATIBULUM-FURCA – Inicialmente era uma furca, uma peça de madeira em forma de V de cabeça pra baixo, sobre a qual, nas paradas à beira das estradas, se descansava a lança dos carros de duas rodas. Quando queriam punir um escravo, colocavam-lhe a furca montada na nuca, prendiam-lhe as mãos à duas hastes e faziam-no passear pelas ruas obrigando-o a proclamar o que ele havia cometido.Logo essa caminhada passou a ser acompanhada pela desnudação e açoitamento. Mas como nem sempre se tinha à mão uma furca, passou a se usar um pedaço de pau comprido que servia para trancar as portas, e que se chamava “patibulum”. Era carregado, geralmente sobre a nuca, tendo os dois membros superiores estendidos e amarrados sobre ela de modo a ficar, desta forma, impedido de atacar quem quer que fosse.

UNIÃO DOS DOIS PAUS. Os dois paus ficavam habitualmente separados. O patíbulo era fixado através de pregos ou cordas. Fazendo uma cruz (+) ou um T. Quase todos os arqueólogos modernos, afirmam que a cruz romana era em forma de T.

O SEDILE – Em alguns casos os crucificadores fixavam no stipes, uma espécie de haste horizontal de madeira, que passava por entre as coxas do crucificado e lhe sustentava o períneo. Era destinado a prolongar consideravelmente a agonia do crucificado por diminuir a tração sore as mãos, causa de tetania e asfixia. Só era acrescentados quando desejavam prolongar o suplício.

O SUPPEDANAEUM – Era um pequeno degrau, e supostamente permitiu que Jesus apoiasse a ponta dos pés crucificados sobre ele.

OS INSTRUMENTOS DE FIXAÇÃO – Os cravos nas mãos e nos pés eram a maneira habitual, essencial de fixação à cruz, quaisquer que fossem os motivos da condenação e a situação social do condenado.

MODALIDADES DA CRUCIFICAÇÃO

FLAGELAÇÃO PRELIMINAR – Todo condenado à morte devia ser, por lei, açoitado preliminarmente quer fosse a execução feita pela crucificação, ou por decapitação ou pelo fogo. Dela somente estavam isentos, os senadores, os soldados e as mulheres que gozassem do direito da cidadania. Era aplicada quando o condenado já estava sobre a cruz, e com o tempo, passou a ser aplicada no próprio tribunal. Despiam o condenado antes de o açoitarem. O instrumento usado na flagelação era o FLAGRUM – um açoite de cabo curto ao qual estavam fixadas grossas e compridas tiras de couro cru, geralmente duas. Nas extremidade dos chicotes estavam inseridas pequenas esferas de chumbo ou ossos de carneiro. As correias iniciavam a inchação e os primeiros cortes na pele, enquanto as pequenas esferas e os ossinhos imprimiam profundas contusões. A conseqüência disto era uma hemorragia nada desprezível e um enfraquecimento considerável da resistência do condenado. O número de açoites era, segundo a lei judaica, limitado a 40.

CARREGAMENTO DA CRUZ – Depois de flagelado, percorria a pé, carregando o seu patíbulo. O patíbulo era colocado sobre as costas e braços do condenado estendidos transversalmente, e em seguida amarrado nas mãos, braços e peito. A haste vertical, esperava o condenado no lugar do suplício. O patíbulo sozinho devia pesar cerca de 50 quilos, e a cruz inteira devia ultrapassar os 100 quilos. À frente daquele que carrega a cruz ia alguém carregando o titulus, um pedaço de madeira sobre o qual estava escrito o nome do réu e o crime pelo qual ele fora condenado. Às vezes o próprio condenado levava esse titulus pendurado no pescoço.

MODO DA CRUCIFICAÇÃO – Quando a crucificação era feita com CORDAS, bastava enganchar o patíbulo sobre o qual o réu tinha sido amarrado, e em seguida prender-lhes os pés à haste vertical com algumas laçadas de corda. Mas quando a crucificação era feita com CRAVOS, era necessário desamarrar o condenado e deitá-lo por terra com as costas sobre o patíbulo, puxar-lhe as mãos e cravá-las sobre as extremidades do patíbulo. Depois então é que ele era levantado já pregado no patíbulo, e este era enganchado no alto do stipes. E depois os pés pregados diretamente sobre o stipes. Quatro homens eram necessários para erguer o patíbulo e o condenado, que deviam pesar no máximo 130 quilos. Os carrascos podia variar o modo regular da crucificação. Alguns defumavam os crucificados ou os queimavam, outros modificavam a posição clássica, pregando-os de cabeça para baixo.

A GUARDA MILITAR – O exército, que já se havia encarregado da flagelação, fornecia a escolta para conduzir o condenado do tribunal ao lugar do suplício. Era entre os membros dessa escolta que se recrutavam os carrascos para a crucificação. O exército regular também fornecia uma guarda para ficar velando ao pé da cruz. Esses guardas tinham a função de impedir que parentes ou amigos da vítima viessem e a tirassem da cruz. Era necessária, portanto, uma guarda permanente ao pé da cruz até a morte dos condenados. E essa guarda muitas vezes ficava até após a morte do crucificado.

SEPULTAMENTO – Em geral, os cadáveres ficavam na cruz para servir de pasto a aves e animais selvagens. Porém os corpos podiam ser solicitados pelas famílias que quisessem lhes assegurar uma sepultura decente. Qualquer um podia solicitar os cadáveres. Até mesmo as cinza dos que haviam sido condenados ao fogo podiam ser devolvidas. Por outro lado, o juiz podia, uma vez que a autorização dependia dele, recusá-la em certos casos por vários motivos em que geralmente entrava o ódio contra o condenado.

GOLPE COM A LANÇA – Tratava-se, portanto de um golpe especial, posterior ao suplício, e que lembra o que se costuma chamar de “golpe de misericórdia”. É aquele último golpe que se dá na vítima para se ter certeza de que ela está realmente morta. Era um golpe que se dava, às vezes, logo depois da crucificação para matar rapidamente o condenado. Quando a família pedia o cadáver, o carrasco devia antes de tudo ferir o coração do crucificado. Como o carrasco geralmente era um soldado, o golpe devia ser executado com a arma que ele tinha em mãos, geralmente uma lança ou um dardo. Esse golpe no coração, dado pelo lado direito do peito, era conhecido como infalivelmente mortal pelos soldados dos exércitos romanos, proporcionava certeza sobre a morte real do condenado...ou se fosse o caso, a provocaria.



Escrito por psilveira às 11h30
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CAPÍTULO 106 - A LENDA DE SÃO LONGUINHO

São Longuinhos viveu no primeiro século, contemporâneo de Jesus, e seria o centurião romano que reconheceu Cristo como sendo o "filho de Deus" na crucificação. Veja Mateus 27:54; Marcos 15:39 e Lucas 23:47. Ele seria o soldado que feriu o lado de Jesus com a sua lança.(Jo :19:34).Provavelmente porque Longinus é derivado do grego "longche" que significa lança.

Diz a tradição que a água que saía do lado ferido de Jesus respingou em seu rosto e ele imediatamente sarou de uma grande problema de visão, e converteu-se, deixou o exército, recebeu instrução dos apóstolos e tornou-se um monge na Caesarea, Capadócia (hoje Turquia) .

Diz a tradição que foi preso e torturado para renegar sua fé tendo seus dentes sido arrancados e a língua cortada, mas o juiz encarregado do martírio ficou cego e Longinhos voltou a falar dizendo ele (juiz) só ficaria curado após a sua morte. Foi imediatamente decapitado e logo após o juiz ficou completamente são e se converteu.

Sua lança é reverenciada como uma relíquia religiosa. É chamada de Sagrada Lança, pois tocou o corpo de Jesus e está preservada  em uma igreja da Antióquia. Atualmente, está a mostra no Museu de Viena, na Áustria.

Na Espanha e no Brasil ele é o protetor para encontrar objetos perdidos.



Escrito por psilveira às 20h25
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CAPÍTULO 105 - SUPERTIÇÕES

QUEBRAR ESPELHO DÁ AZAR - Entre os antigos gregos, um popular método divinatório consistia em usar uma tigela com água para refletir a imagem da pessoa que queria saber sobre seu destino, Se, durante a consulta, o recipiente caísse e quebrasse, era sinal de que a pessoa morreria ou teria dias nebulosos pela frente. Os romanos adaptaram o oráculo grego e acrescentaram que o infortúnio se prolongaria por sete anos, tempo que duraria cada ciclo da vida. Quando os primeiros espelhos de vidro surgiram, ainda na Idade Média, a superstição passou também a ter funcção econômica: como eram objetos muito caros, os empregados eram avisados de que quebrá-los dava azar.

TREVO DE QUATRO FOLHAS DÁ SORTE - Acredita-se que os primeiros a usar o trevo-de-quatro-folhas como talismã tenham sido os druídas, antigos sacerdotes celtas, ainda no primeiro milênio a. C.: quem tivesse uma dessas plantinhas conseguirira enxergar demônios na floresta e, assim, escapar deles. O poder do trevo viria de sua raridade na natureza - em geral ele tem apenas três folhas. Além disso, são quatro as estações do ano, os pontos cardeais, os elementos alquímicos (água, ar, fogo e terra) e as fases da lua.

NÃO PASSAR DEBAIXO DE ESCADA - De acordo com uma das teorias sobre a origem desta superstição, ela viria da associação entre o dogma cristão da Santíssima Trindade, que jamais deveria ser violado, e o triângulo formado pela sombra de uma escada enconstada numa parede. Passar debaixo da escada seria como profanar o triângulo sagrado, um pecado gravissímo e de conseqUências funestas. Outra hipótese é a de que a crença tenha surgido na Europa medieval, por causa dos ataques aos castelos. Como os invasores utilizavam escadas encostadas nos muros para invadir as fortalezas, a principal defesa era derramar óleo fervendo sobre os inimigos. Ou seja, quem estivesse debaixo da escada podia receber um banho fatal.

ORELHAS FERVENDO - Não se sabe ao certo quando surgiu a crença de que, se alguém estiver falando mal de você, suas orelhas "pegarão fogo". Mas, ainda em meados do século 1, o historiador romano Plínio, o Velho, tentou achar uma explicação. Para ele. a origem da superstição estaria ligada a idéia, difundida na época, de que no ar existiria uma espécie de "mercúrio universal", substância que permitiraia a transferência de energia entre pessoas. Assim, quando alguém fala de você, mesmo estando a léguas de distância, as palavras acabam chegando aos seus ouvidos. Seja como for, caso sinta as orelhas quentes, não custa nada saber qual a receita para contra-atacar o falatório alheio: basta morder de leve o dedo mindinho da mão esquerda para que o fofoqueiro dê uma baita mordida na própria língua.

GATO PRETO DÁ AZAR - Devido a seus hábitos notivagos, os gatos, principalmente os negros, eram associados às forças ocultas e à feitiçaria na Europa medieval: para muitos, os felinos seriam o disfarce usado pelas bruxas em suas andanças noturnas. Os bichanos pretos eram tão malvistos que, no século 15, o papa Inocêncio VIII - pasmem! - os incluiu na lista dos perseguidos pela Inquisição. Birutices à parte, um estudo realizado no ano 2000 pelo Hospital de Long Island, em Nova York (EUA), revelou que pessoas que têm gatos pretos em casa são quatro vezes mais vulneráveis a sintomas de alergia do que os que criam felinos de cor clara. Isso proque os bichanos pretos têm na pele maior quantidade de um tipo de proteína que pode agravar as reações alérgicas em humanos.

LEVANTAR COM O PÉ DIREITO -  Entre os povos da Antiguidade, o lado direito era mais bem visto que o esquerdo, considerado maldito. Os romanos, por exemplo, faziam previsões observando a trajetória dos pássaros: se voassem à esquerda, trariam dias de mau agouro. Com a difusão do cristianismo, a fama do lado esquerdo piorou ainda mais, já que, segundo a tradição cristã, os eleitos de Deus permaneciam sempre à Sua direita. Com isso, passaram-se os séculos e começar o dia levantando com o pé direito virou sinônimo de boa sorte. "Trata-se de um típico caso de autossugestão. Caso levante com o pé esquerdo, a pessoa já se sente vunerável, acha que vai acontecer algo ruim e, com isso, acaba se atrapalhando ao lngo do dia".

BATER NA MADEIRA - O costume de dar umas pancadinhas na madeira para espantar o azar já existia entre vários povos antigos, como os índios do continente americano. O hábito devia-se à crença de que as árvores eram a morada dos deuses: sempre que alguma culpa os afligia, os homens batiam no tronco para pedir perdão. Outra possível origem para a superstição liga-se aos druídas, os sacerdotes celtas, que davam seus toques-toques nos troncos para afugentar os mal espíritos por crer que as árvores mandavam os demônios de volta às profundezas.

SEXTA-FEIRA 13 - A má fama da data está ligada a dois mitos nórdicos. Segundo o primeiro, Loki, o deus do mal, penetrou na morada dos deuses, onde rolava um banquete para 12 divindades, e acabou matando o amado deus Balder. A partir daí, o número 13 virou sinônimo de desgraça. Outro mito conta que, quando os nórdicos se converteram ao cristianismo, a formosa deusa do amor, Friga - cujo nome deu origem deu origem à palavra Friday ("sexta-feira") - foi transformada em bruxa e exilada numa montanha. Para dar o troco, ela passou a se reunir às sextas-feiras com 11 bruxas e o demônio - num total de 13 participantes- para amaldiçoar os homens. Para reforças a crenca, a Bíblia fala da reunião de 13 pessoas na Última Ceia, às vésperas da crucificação de Jesus, que se deu numa sexta-feira. A urucubaca em torno da data tão grande que, segundo estudo da seguradora britânica Norwich Unior, o número de acidentes nas sextas-feiras 13 é maior do que em qualquer outro dia: temerosas com a data, as pessoas ficariam mais nervosas ao volante. Detalher: o aumento no índice de batidas é de - adivinhe - 13%.

MAPA DA SUPERSTIÇÃO

Nos EUA, quando alguns sujeitos veem um gato caolho, cospem no dedo polegar, o esfregam na palma da mão e fazem um desejo. Eles garantem que funciona.

Na ISLÂNDIA, se uma mulher grávida beber de um copo trincado, está correndo sérios riscos de ter um filho com lábio leporino.

Em ROMA, na Itália, cruzar com um grupo de freiras é sinal de extrema má sorte. Para superar o azar, as pessoas tocam as próprias partes íntimas.

Na virada do ano, é costume na RÚSSIA queimar um papel com um desejo escrito, colocar as cinzas num copo de champanhe e, então, tomar a bebida.

Na BOLÍVIA, bonecos de argila recheados com dinheiro ou outras coisas atraíriam esses objetos para os donos. Basta que um cigarro colocado aceso na boca dos bonecos seja "fumado" até o final.

Em MALTA, as igrejas com duas torres têm um relógio afixado em cada uma delas, só que os dois mostram horários diferentes. Isso é feito para o Diabo não saber a hora certa da missa.

Na TAILÂNDIA, quase todas as lojas são enfeitadas com um pênis de madeira, símbolo de fertilidade e riqueza. Os objetos - alguns com até 2 metros de comprimento! também decoram templos.

Para ter namorado no JAPÃO, as moças escrevem o nome do sujeito no braço esquerdo e cobrem com um pedaço de esparadrapo por três dias. Após uma semana o cidadão estaria caído de amores  pela garota.

 

 


 

 



Escrito por psilveira às 19h51
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